terça-feira, 6 de maio de 2014

FOCK OBAMA : Ao bombardear a Jugoslávia EUA limpa chão com direito Int'l ...

Ao bombardear a Jugoslávia EUA limpa chão com direito Int'l - especialista

Há 15 anos os Estados Unidos cortar mapa da Iugoslávia. Se antes que Washington tinha jogado nos bastidores, na situação da Sérvia os americanos agiram abertamente. Sem a resolução SC ONU, a NATO bombardeou cidades pacíficas por 11 semanas impiedosamente destruindo a infra-estrutura civil e militar, assim, em essência, limpando o chão com o direito internacional.

O que no Ocidente viria a ser chamado de "intervenção humanitária" tem, de facto, nada a ver com o humanismo - 78 dias de bombardeio levou vida de 2.000 pessoas, dois terços dos quais eram civis pacíficos. Mais de 10.000 pessoas ficaram feridas.
Ao final de 1990 os EUA finalmente tomou a posição de liderança na política mundial. Naquela época, Washington enfrentou uma nova tarefa - para instalar esse fato firme nas mentes da comunidade mundial. As autoridades americanas pegou Iugoslávia como instrumento de persuasão.
A operação antiterrorista das forças especiais da Sérvia, na aldeia de Racak em janeiro de 1999 foi escolhido como o pretexto para os bombardeios desse país. Retratando nesse caso como um assassinato em massa de população civil dos EUA anunciou o início da "intervenção humanitária" e começou a destruir impiedosamente a infra-estrutura civil e militar da Jugoslávia, sem qualquer decisão tomada pelo Conselho de Segurança da ONU. Ao agir dessa forma Washington praticamente limpou o chão com o direito internacional, pensa Vladimir Kozin, especialista do Instituto de Estudos Estratégicos da Rússia.
"Por 78 dias os americanos e os da OTAN bombardeou a Iugoslávia, eles caíram de 27.000 toneladas de diversos mísseis e munição bomba; 2.000 civis foram mortos, deles 400 crianças;. 40.000 casas foram destruídas"
Só mais tarde, veio à tona que o enterro em massa de representantes da população albanesa civil baleado pelas tropas sérvias era uma falsificação organizada pelos serviços especiais norte-americanos. A maioria das pessoas encontradas perto da aldeia de Racak eram rebeldes do Exército de Libertação do Kosovo.
A agressão da OTAN resultou na queda da Iugoslávia. A economia dos países que compõem essa entidade foi totalmente destruída; a agricultura foi eliminado por uma onda de sanções, enquanto a produção industrial foi praticamente completamente demolida.
Washington não escolheu Iugoslávia como sua vítima acidentalmente. De acordo com Elena Guskova, chefe do Centro de Estudos da crise dos Balcãs moderna "no Instituto de Estudos Eslavos da Academia de Ciências da Rússia, a agressão militar contra aquele país era uma parte de uma operação complexa para destruir o Estado multinacional.
"As causas eram a recusa da liderança da Iugoslávia para tomar decisões e de sua relutância em aceitar a vontade imposta de fora. As conversações entre Slobodan Milošević e Richard Holbrooke (que na época era os EUA enviado especial para o Chipre e Iugoslávia) em outubro de 1998 foi não trazer os resultados desejados. Slobodan Milošević não permitia a implantação de tropas da OTAN em seu território. Então lhe disseram: "vamos puni-lo". "
Como resultado da operação da NATO no Kosovo declarou sua independência. Isso foi o que Washington estava atrás. Os norte-americanos imediatamente construiu sua base militar Campo Bondsteel lá - segundo maior da Europa. Ele permite que o EUA para controlar a região do Mediterrâneo e do Mar Negro e as rotas no Oriente Médio, África do Norte e no Cáucaso, bem como o trânsito dos recursos energéticos da região do Cáspio e da Ásia Central. Para os EUA a sua base militar na Sérvia é muito legal e benéfica. Os americanos não pagar pelo uso da terra no Kosovo.

segunda-feira, 5 de maio de 2014

A estranha aventura ucraniana dos Estados Unidos.

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Rússia adverte sobre possível início de uma guerra civil na Ucrânia enquanto Washington faz todo o possível por desencadeá-la. Todos esperavam um enfrentamento armado entre os soldados ucranianos e as milícias pró-russas. Mas esse enfrentamento não se produziu: a população russa do leste da Ucrânia se interpôs, fechando o passo aos militares. 
por Alain Benajam
1-Já se sabe que os golpistas de Kiev, simples politiqueiros de pacotilha, respondem diretamente às ordens que recebem dos Estados Unidos. Não abordarei aqui as circunstâncias desse golpe de Estado, já amplamente descritas, nem sequer as que rodearam a reunificação entre Crimeia e Rússia, senão a estranha «guerra civil» da semana passada, que tive ocasião de seguir de perto.

2-A operação «antiterrorista» ordenada por Kiev e empreendida, principalmente, entre a terça-feira 15 e a quarta-feira 16 de abril de 2014, operação que consistiu no envio de jovens recrutas a bordo de blindados dos anos 1950 e sob as ordens do obtuso geral Vasily Krutov, supostamente para enfrentar a elite das tropas russas-os famosos «Spetsnaz»-, resultou numa ridícula farsa. Disseram aos soldados que forças especiais russas se haviam infiltrado na região de Dombass para preparar um desembarque de tropas aerotransportadas russas, no pequeno aeródromo de Kramatorsk. Este aeródromo, fora de serviço, estava guardado na realidade por 8 plácidos habitantes da localidade próxima de Slaviansk.

3- Primeiramente, 4 destes 8 habitantes de Slaviansk foram de imediato abatidos, em circunstâncias ainda desconhecidas, provavelmente por uma avançada de franco- atiradores.
4- Homens, mulheres e crianças correram, então, para o local para entrar em contato com os jovens soldados, quem foram copiosamente repreendidos pelas mulheres enquanto os populares empurravam um pouco o «experimentado» general.Os franco-atiradores, que inicialmente tinham abatido 4 pessoas, teriam podido então reiterar sua malfeitoria, mas tinham desaparecido ou foram oportunamente neutralizados.
5- Que esperavam em Washington? Provavelmente um banho de sangue que desse início a uma guerra civil. Como podemos chegar a esta conclusão? Se o verdadeiro objetivo da «operação antiterrorista» de Kiev tivesse sido impedir um desembarque de forças aerotransportadas russas, ou neutralizar uma força «spetsnaz» [1], é evidente que teriam que ter enviado algo mais que esta tropa de recrutas com velhos blindados. Por conseguinte, os recrutas e o seu «experimentado» general foram enviados para um desastre, como carne de canhão.
6- A operação resultou um ridículo fiasco em circunstâncias dignas de uma comédia. Pôde ser vista uma «babouchka» [«Avózita» em russo] parando um blindado ucraniano, mulheres e crianças merendando, na erva, com jovens recrutas que choravam descontroladamente, enquanto aviões de guerra e helicópteros de ataque sobrevoavam a bucólica cena...à espera de quê? Em todo o caso, é justo saudar aqui a atitude dos soldados ucranianos que se negaram a fazer o papel de simples instrumentos nesta triste aventura.
7- Pergunta: Será que os chefes da CIA são idiotas? Ou melhor tratou-se de uma manobra desesperada? As forças especiais ucranianas não aceitaram o convite a iniciar uma guerra civil. Também não a aceitaram as tropas de elite enviadas por via aérea desde Dnipropetrovsk.8- No encontro de Genebra, os Estados Unidos aceitaram todas as exigências da Rússia, sem exceção.Claro que, todo o mundo sabe que Washington não respeitará nem uma palavra do acordado ali. Estados Unidos prossegue sua política de pseudo «sanções» e sua inútil gesticulação militar, através de seus fantoches locais.9- Esta mesma noite [de 19 a 20 de abril de 2014], apesar do acordo em Genebra, um comando fortemente armado, cujos membros deixam, convenientemente, no local uma insígnia de «Pravy Setor» (Setor de Direita), metralhou um grupo de cidadãos de Slaviansk armados unicamente de paus, matando 4 deles. Dois dos atacantes foram abatidos posteriormente pela milícia de Dombas, que foi em ajuda dos atacados, e um terceiro foi capturado.

Restos calcinados dos veículos do comando que atacou durante a noite um ponto de controle da milícia da região de Dombas.
Conclusão: Não há nada realmente credível em toda esta história, a não ser que os Estados Unidos querem absolutamente -e apesar de todo o acordado- desencadear uma sangrenta guerra civil, como na Iugoslávia (Jugoslávia-Pt), e provocar uma intervenção russa que gere, nessa parte de Europa, um grave conflito armado, do qual ninguém sabe que onde se pode ir parar. Estados Unidos parecem achar-se sob a direção de um bando de loucos irresponsáveis, como os do filme de Kubrick, Dr. Strangelove. P
orém Stanley Kubrick mostra-nos, em seu filme, um presidente norte-americano amante da paz.
O que não se vê no filme de Kubrick é que os Estados Unidos não estão sob a direção de um presidente, mas sim a ordens de um Estado profundo [2], perfeitamente descrito por Peter Dale Scott, e que esse Estado profundo parece decidido a nos impôr outra guerra mundial.Por sorte, Rússia tem como presidente um homem responsável, que sabe evitar as armadilhas estendidas por indivíduos a quem conhece na perfeição. Haverá que esperar as próximas intrigas norte-americanas porque, em minha opinião, isto é apenas um começo.Alain Benajam Rede Voltaire | 3 de Maio de 2014
http://www.voltairenet.org/article183601.html

Mais Uma Derrota Para Os EUA / EUROPA : Sistema de pagamento de cartão de National Russo estabelecido.

Reuters / Tim Wimborne
Reuters / Tim Wimborne
O presidente russo, Vladimir Putin assinou a lei o estabelecimento de um sistema nacional de pagamento de cartão de russo na segunda-feira. O sistema NSPK (Cartão Nacional de Pagamento) para garantir o bom funcionamento dos pagamentos eletrônicos em toda a Rússia.
Ambos Visa e MasterCard bloqueado bancos russos US-sancionadas específicas de utilizar seus sistemas de pagamento março em meio à crise na Ucrânia, o que levou a crítica afiada para bloquear operações bancárias.
Em 28 de abril, os EUA impuseram sanções contra sete novos indivíduos russos e 17 diferentes empresas russas, entre elas SMP Bank, Sobinbank e InvestCapitalBank.
A lei foi aprovada NSPK em resposta à cessação de algumas funções de Visa e MasterCard sistemas que aconteceram sob as sanções dos EUA. Banco Rossiya foi um dos primeiro hit (considerado pelo Tesouro dos EUA a ser essencialmente um banco privado para os funcionários russos). Ele, junto com SMP Bank, previsivelmente respondeu às limitações apoiando a criação do novo sistema.
Ambos os bancos foram atingidos por uma queda na confiança do consumidor, que ocorreu após as sanções chutou dentro
A lei exige que os sistemas de pagamento estrangeiros a fazer contribuições trimestrais intercalares para uma conta especial no Banco Central da Rússia a partir de 1 de julho, equivalente a 25 por cento da média do volume diário.
O parlamento russo aprovou o projeto de lei no mês passado. De acordo com estimativas do Banco Central, criando a infra-estrutura para o lançamento de um sistema nacional de pagamentos poderia levar até seis meses. No entanto, a administração dos cartões para o público em geral pode levar até dois anos, com 100 milhões de cartões que precisam ser emitido.
A nova lei estipula que os operadores de sistemas de pagamento e operadores de serviços, além de participantes do sistema de pagamentos, não têm direito a abandonar unilateralmente a prestação de serviços necessários para a execução bem-sucedida de todas as transferências.
Autoridades russas também a intenção de procurar estabelecer um cartão de pagamento nacional que não só funciona dentro do país, mas também no exterior.
Quinta-feira passada, Visa e MasterCard expressou preocupação sobre o potencial impacto. "Eu posso vê-lo fará com que seja uma situação mais complicada para qualquer um que tem uma rede de pagamentos na Rússia", MasterCard diretor financeiro Martina Hund-Majean disse ao Financial Times.
Ambas as companhias disseram que estão considerando possíveis riscos para o seu negócio, dada a nova legislação.

domingo, 4 de maio de 2014

A economia dos EUA é castelo de cartas de baralho.

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A economia dos Estados Unidos é castelo de cartas de baralho. É fraudulenta em todos os seus aspectos, e a ilusão de recuperação é criada a partir de estatísticas também fraudulentas.
O próprio capitalismo americano é uma quimera. A manipulação prepondera em todos os mercados financeiros. A imensa liquidez despejada nos mercados financeiros pela política econômica denominada "Federal Reserve's Quantitative Easing" aumenta o preço das ações, assim como o valor das obrigações, e faz disparar as taxas de juros, o que, supostamente, seria consequência do custo do capital extremamente baixo, perto de zero ou mesmo negativo. Isso implica que o capital é tão abundante que se torna extremamente barato e pode ser tomado praticamente de graça.  Não se permite que vá à bancarrota qualquer tipo de grande empresa, como mega bancos ou montadoras de automóveis, mesmo que estejam a caminho da falência. Em vez disso, o aumento da dívida pública e a impressão de moeda são usados para cobrir os fracassos destas corporações privadas "grandes demais para falir", que acabam por se manter com o nariz fora da água à custa não dos próprios acionistas, mas do povo comum que não possui ações dessas corporações.
O lucro obtido pelo uso eficiente desses recursos pelo capitalismo não se constitui em medida de bem estar social, quando auferidos pela soma dos recursos fáceis, acrescidas da substituição da mão de obra local pela estrangeira mais barata, pois essa prática acaba por corroer o poder de compra dos consumidores e aumenta a renda das corporações, resultando em aumento da concentração desigual da riqueza. No século 21, a era do trabalho "offshoring" (deslocalizado, no sentido da procura das empresas por países onde a mão de obra seja mais barata [NT]), os Estados Unidos experimentaram uma explosão sem precedentes da renda e da desigualdade na distribuição da riqueza. Tratei dessa clara evidência do fracasso do capitalismo em promover o bem estar social, no sentido econômico tradicional, em meu livro The failure of Laissez-Faire Capitalism (O fracasso do Capitalismo Laissez-Faire), e o recém publicado livro de Thomas Picketty Capital in the 21st Century (O capital no século 21) nos traz um quadro preocupante da realidade, em oposição à maneira como é vista por economistas tranquilos como Paul Krugman. O que mais preocupa Picketty é o quadro da desigualdade que ele descreve, mas eu concordo com Michael Hudson, para quem a situação é ainda mais preocupante do que a pinta Picketty.http://michael-hudson.com/2014/04/pickettys-wealth-gap-wake-up/
Os poderosos interesses privados que mantêm sob controle os governos, os tribunais e as agências regulatórias metamorfosearam o capitalismo em um mecanismo de pilhagem. Nenhuma função positiva é executada por Wall Street. Wall Street é apenas mais uma máquina de saquear, um peso morto prejudicial à sociedade. Wall Street fabrica lucros, por meio de rápidas transações facilitadas por ágeis computadores, vendendo instrumentos financeiros fraudulentos, como por exemplo, o jogo predatório da utilização de títulos com boa classificação de crédito, através da alavancagem do capital próprio até níveis sem precedentes, resultando em apostas que não poderão ser honradas, e pela manipulação e aparelhagem de todos os mercados de commodities.

A ajuda a esse mecanismo gigantesco de pilhagem é fornecida pelo FED (Banco Central dos Estados Unidos) e o Tesouro Nacional, por meio do "Plunge Protection Team" (literalmente, equipe que dá proteção a fundo, o PPT, composto do presidente do FED, o Secretário do Tesouro e os chefes da SEC e da Associação de Commodities do Mercado Futuro - "entidade não formal" criada em 1987 por Ronald Reagan, pela Ordem Executiva n. 12.631 para - não há outras palavras - manipular o mercado através de derivativos, utilizando-se para isso da fraude dos preços da moeda, de ações e do ouro por meio de intervenções do Banco Central americano e do Tesouro Nacional - [NT]) que dão apoio ao mercado de ações com aquisições maciças no mercado de futuros e protegem o dólar contra a extraordinária impressão de moeda nova com operações a descoberto no mercado de futuro do ouro do Comex (comércio do Exterior).
A economia dos Estados Unidos já não é baseada em educação, trabalho duro, preços de mercado livre e a responsabilidade que o mercado livre real impõe. Em vez disso, a economia dos Estados Unidos é baseada atualmente na manipulação dos preços, controle especulativo das commodities, apoio ao dólar pelos Estados-fantoches de Washington, estatísticas oficiais ou falsificadas ou manipuladas, falsa propaganda pela mídia financeira e inércia de países como Rússia e China, que são prejudicados de maneira direta, tanto econômica quanto politicamente, pelo sistema de pagamento em dólares.
Como os governos na maioria do resto do mundo são incompetentes, a incompetência de Washington não aparece tanto, e isto é a salvação dos EUA, mas não a dos americanos que vivem sob as regras impostas por Washington. Como todas as estatísticas mostram com clareza, a parcela da riqueza gerada que cabe à população dos Estados Unidos segue em constante declínio. Esse declínio significa o fim do mercado consumidor interno que sempre foi o pilar de sustentação da economia dos EUA. Agora que os mega ricos tem cada vez uma maior parcela da renda e da riqueza, o que acontecerá com a economia dos EUA, baseada na venda de importados e na produção externa de bens e serviços para um consumidor doméstico com a renda em declínio? Como poderá a grande maioria dos americanos comprar mais, se empobrecem continuamente há anos, o que os força a pedir ainda mais empréstimos a bancos que não querem emprestar?
A América na qual cresci era autossuficiente. O comércio exterior ainda era parte pequena na economia. Quando fui Secretário Assistente do Tesouro, os Estados Unidos ainda tinham excedente comercial com exceção do petróleo. A substituição dos trabalhadores americanos por mão de obra mais barata no exterior ainda não tinha começado e os lucros dos EUA com seus investimentos externos superavam o lucro obtido nos Estados Unidos pelos investidores estrangeiros. Por conseguinte, os lucros obtidos pelos EUA através de seus investimentos no estrangeiro eram suficientes para cobrir o rombo de seu déficit energético na balança comercial.
A ganância desmesurada de Wall Street destruiu a estabilidade econômica obtida durante a administração Reagan. Hoje, as empresas são ameaçadas por aquisições por especuladores de Wall Stret se não realizarem altos lucros pela relocação de sua produção de bens e serviços em mercados americanos no exterior. O preço baixo pago por empresas americanas pelo uso de trabalhadores no exterior aumenta o lucro e o preço das ações e satisfaz ao desejo de Wall Street por sempre mais e mais lucros, mas significa o fim da melhora do estilo de vida dos Estados Unidos, exceto para os mega ricos. A desregulamentação financeira encheu a economia do risco de bolhas especulativas.
Os americanos são povo incrivelmente otimista, mas enfrenta agora outro tipo de pessoas que acabaram por queimar Wall Street até os alicerces. Já Washington está preocupada apenas em lançar a culpa de todos os seus problemas e em abusar de forma interminável de governos estrangeiros como o Iraque, o Afeganistão, a Líbia, a China ou a Rússia.
O povo americano, ao mesmo tempo passivo e esperançoso, é alvo ideal para saqueadores, e sua economia, explorada até o osso, é um castelo de cartas. *****
30/4/2014, Paul Craig Roberts, trad. mberublue (distribuído)

Escalada de agressões ocidentais.

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"Estamos numa escalada de agressões ocidentais que podem provocar uma contrarresposta da Rússia"..."Os Estados Unidos estão movimentando suas forças por todos os lados - talvez - para provocar uma guerra com a Rússia", disse, advertindo que o fazia "com muita preocupação", o sociólogo norte-americano, James Petras na CX36.

A análise de James Petras na CX36, segunda-feira, 28 de abril de 2014

"Os Estados Unidos estão movimentando suas forças por todos os lados - talvez - para provocar uma guerra com a Rússia", disse, advertindo que o fazia "com muita preocupação", o sociólogo norte-americano, James Petras na CX36. Petras dedicou quase todo seu espaço semanal na Radio Centenario (*) para analisar a escalada bélica provocada pelos Estados Unidos e pela OTAN na Ucrânia. "O senhor Obama está criando uma situação de tensão máxima, forçando a Rússia, cada vez mais, a responder", afirmou e acrescentou que "outro fator que influencia sobre esta situação são os meios de comunicação de massas que bombardeiam o público tanto na Europa como nos EUA, demonizando a Rússia, como se a situação em Criméia fosse ponta de lança do conflito, e não o golpe de Estado e as medidas repressivas da junta de governo de Kiev". Transcrevemos a análise da conjuntura internacional realizada por James Petras na CX36, nesta segunda-feira, 28 de abril de 2014, que você pode volta a escutar acessando o seguinte link:http://www.ivoox.com/james-petras-28-abril-audios-mp3_rf_3064977_1.html
Efraín Chury Iribarne: Bom dia, James Petras. Bem vindo a Radio Centenario.James Petras: Bom dia. Está tudo bem por aqui.

EChI: Qual tema preocupa James Petras atualmente?
JP: Poderíamos começar com o mais perigoso que é a situação na Ucrânia, onde os Estados Unidos estão movimentando suas forças por todos os lados para - talvez - provocar uma guerra com a Rússia.Digo isto com muita preocupação, porque falar hoje de guerra significa uma guerra nuclear. Porém, aparentemente, conforme os dados que temos, Barack Obama quer impor novas sanções, está apoiando a militarização do Leste da Ucrânia; está mandando tropas norte-americanas à Polônia e aos países bálticos, está mobilizando a frota no Mar Negro. Ao mesmo tempo, tudo indica que os Estados Unidos têm preparadas outras medidas mais agressivas para fortalecer, por exemplo, os setores mais militarizados na Ucrânia; fala-se de um confronto pendente entre forças russas e ucranianas. Em outras palavras, o senhor Obama está criando uma situação de tensão máxima e forçando a Rússia, cada vez mais, a responder.
Ontem, por exemplo, as forças apoiadas pelos EUA assassinaram o Prefeito de Járkov, Guennadi Kernes, que era um apoiador da política autonomista para o Leste da Ucrânia.Agora, o outro fator que influencia esta situação são os meios de comunicação de massas que estão bombardeando o público tanto na Europa como nos EUA, demonizando a Rússia, como se a situação na Criméia fosse ponta de lança do conflito e não o golpe de Estado e as medidas repressivas da Junta de Governo de Kiev. Continuando nesta linha, a imprensa supostamente progressista, como o diário La Jornada, do México, está tomando partido dos golpistas; assim, fala "do governo de Kiev" e da "oposição pró-Rússia". Ou seja, os democratas que pedem autonomia e um referendo, simplesmente se apresentam como peças manipuladas pelo governo russo.O diário argentino Página/12, talvez em menos grau, também permanece nesta linha de demonizar Putin, fala dos dois demônios, tanto do imperialismo ocidental como do imperialismo russo, como se fosse um conflito entre grandes poderes; em vez de ver o conflito entre os clientes da OTAN - designados pela OTAN - contra um povo que busca maior autonomia, um governo federal, a partir de processos eleitorais.

Existe pouca oposição na mídia, além da imprensa alternativa - como a Radio Centenario. Atualmente, existe uma propaganda muito perigosa porque não existe nenhum movimento contra a guerra, contra a guerra nuclear, contra as ameaças e as movimentações militaristas da OTAN. Por isso, acredito que a ausência de oposição e a cumplicidade dos Parlamentos e Congressos ocidentais, deixam Obama e os militaristas com as mãos livres para provocar uma confrontação nuclear.

Isto está pendente e é possível ver um processo avançando a saltos. A cada semana, a cada dia, há novas provocações. O que querem fazer é um cerco sobre a Rússia, tomar o controle completo com expurgos na Ucrânia, eliminando qualquer oposição autonomista democrática, para usar a Ucrânia como trampolim para ingressar diretamente na Federação Russa. E, também, a partir da tomada do controle da economia ucraniana, paralisar as empresas militares e industriais que estão funcionando entre a Rússia e a Ucrânia. Muitos dos motores da Força Aérea russa dependem das reposições e peças que vem de empresas ucranianas. E desde o golpe de Estado e da tomada de poder por parte da Junta pró-norte-americana, não existe nenhuma exportação de material ou peças de aviões de combate russos. Isto é parte do plano para debilitar qualquer comércio entre a Rússia e a Ucrânia.Obviamente isto vai prejudicar a economia na Ucrânia porque eles não podem exportar estes motores para outro país do mundo, pelas especificações tão particulares com a Rússia; então, vão fechar mais indústrias, vão perder mais mercados lucrativos, vão perder o gás subvencionado, etc. Em todo caso, é um desastre para a Ucrânia, não importa o império, porque eles apenas veem a Ucrânia como um instrumento para desarticular a Rússia e, por isso, fortalecem a parte militar da Junta. Estão se antecipando aos protestos do Oriente, do Norte e do Sul, que se somam aos do Ocidente ucraniano, e não tem nada a oferecer com esta agressão além de cumprir a missão a eles designada pela Casa Branca.
EChI: É possível que estejamos diante de um ataque atômico sobre a Rússia?JP: Bem, é isto que estou dizendo.Cada vez mais estão montando mais forças militares, cada vez mais estão estendendo o cerco sobre a Rússia, cada vez mais estão limitando a sobrevivência e o desenvolvimento da Rússia. Ou seja, sacaram a faca e colocaram-na na garganta da Rússia que, em algum momento, pode responder. Por exemplo, mandar tropas para ajudar os democratas na Ucrânia e conseguir alguma sobrevivência contra o assalto e massacre da população nas cidades do Leste. Se a Rússia mandar tropas, vai enfrentar maiores pressões econômicas e militares do ocidente. Nesta situação, quem sabe se, em algum momento, Obama não aperta o gatilho e ordena atacar militarmente as tropas russas na Ucrânia, começando, talvez, com armas não nucleares; porém, ao responder a Rússia, estaremos numa guerra e ninguém sabe que tipo de armas será usada.É nesse pé que estamos no momento.E o povo do ocidente vai sofrer um massacre na Ucrânia, que está planificada e organizada neste momento; assassinaram milicianos no Leste, assassinaram um Prefeito, montaram uma forte caravana de armas e caminhões blindados.Estamos numa escalada de agressões ocidentais que podem provocar uma contrarresposta da Rússia.

EChI: Como é o equilíbrio armamentista neste momento, particularmente o atômico?JP: Tanto a Rússia como os Estados Unidos têm armas nucleares suficientes para se destruírem mutuamente. Porém, talvez os cálculos ocidentais sejam de que eles possuam mais lugares para lançar ataques com mísseis, o que é uma política cega, pois a Rússia também tem mísseis que podem chegar à Nova York ou a qualquer outra cidade nos Estados Unidos.Durante a Guerra Fria existia um entendimento e respeito a algumas esferas de influência - tanto russa como ocidentais -, mas isso foi rompido. Washington acredita que são os donos do mundo, dos países bálticos, dos Bálcãs, do Cáucaso e, inclusive, estão estendendo o cerco sobre a China.Estamos numa fase muito extremista e a gente deve entender que tivemos presidente como Clinton, Bush, e agora Obama, que reduziram as fronteiras com a Rússia. Agora não existe nenhum cinturão de neutralidade ou cinturão de proteção. A política de Obama está apontando uma faca ao coração da Rússia.

EChI: Que outros temas preocupam você?O outro tema é sobre o que está acontecendo na Ásia, onde Obama acordou com as Filipinas a montagem de uma enorme Base Militar lá, outra vez, depois de serem expulsos há 10 anos por um grande movimento popular anti-imperialista. Agora voltam, montando uma Base Marítima e uma Base Aérea dirigida contra a China. Os Estados Unidos estão fomentando conflitos marítimos com a China e utilizando-os como pretexto para montar todo um cerco. Como na Europa, que utilizam a tomada do controle da Ucrânia, agora montam, estendem e aprofundam as Bases Militares contra a China.Não existem limites no militarismo que constitui a política da Casa Branca. O fato de empreender o cerco contra a China me parece outro indício de que a política imperialista tomou um caminho mais agressivo e militarista.

O mesmo está ocorrendo com o novo governo militar do Egito, onde ontem foi anunciado que 683 defensores do governo derrotado, o governo eleito de Mohamed Morsi, receberam sentença de morte. Estes 683 se somam aos 529 que já estavam condenados e tinham pendente a sentença de morte. Ao mesmo tempo, um oficial anunciou que dos anteriormente sentenciados à morte, dos 529, 422 comutaram a pena por prisão perpétua. Ou seja, mudaram de assassinato imediato para assassinato gradual. Porém, em todo caso, esse governo militar, a Junta Militar, recebeu mais de um bilhão de dólares em ajuda militar dos EUA para fortalecer esse governo, que está trabalhando ombro a ombro com Israel no bloqueio aos palestinos.Este é outro aspecto do militarismo norte-americano.Um grande abraço a todos os ouvintes.

Não há R ussos entre as forças de auto-defesa - Slavyansk repórteres NEW YORK TIMES.


Kramatorsk, no leste da Ucrânia 02 de maio de 2014. (Reuters / Marko Djurica)
Kramatorsk, no leste da Ucrânia 02 de maio de 2014. (Reuters / Marko Djurica)
Forças de Autodefesa do reduto anti-Kiev de Slavyansk são ucranianos, não russos, que desconfiam do novo regime e as potências ocidentais que o apóiam, os repórteres do New York Times descobriu. As forças também disseram que não estão sendo pagos para lutar.
Dois repórteres do New York Times ter passado uma semana na cidade de Slavyansk no leste da Ucrânia, conversando com os membros das forças de auto-defesa. Os jornalistas visitaram postos de auto-defesa e observadas as forças como eles lutaram tropas ucranianas em meio a um ataque militar na cidade na sexta-feira. Os combatentes da resistência da 12 ª Companhia, parte do Povo de Auto-Defesa da República autoproclamada das Donetsk Pessoas, negar reivindicações feitas por Kiev e seus patrocinadores ocidentais que a Rússia ou magnatas privadas estão pagando-lhes para lutar. "Este não é um emprego", um dos ativistas, Dmitry disse aos repórteres NYT. "É um serviço." Armados com armas datadas , os ativistas de auto-defesa disseram que teria comprado novas armas se tivessem apoio financeiro. Os jornalistas NYT relatou ter visto armas dos anos 1980 e 1990, em postos de controle e armazéns.





A cidade oriental ucraniana de Slavyansk em 14 de abril de 2014. (AFP Photo / Anatoly Stepanov)
A cidade oriental ucraniana de Slavyansk em 14 de abril de 2014. (AFP Photo / Anatoly Stepanov)

Os ativistas explicou que eles compraram algumas das suas armas de soldados corruptos ucranianos, tendo os outros de edifícios polícia apreendeu ou confiscando-os de veículos blindados ucranianos capturados. "Grande parte do seu estoque era idêntica às armas visto nas mãos de soldados ucranianos e Interior Ministério soldados das Forças Especiais em cargos do governo fora da cidade ", disse aos repórteres NYT em um artigo publicado no sábado.

"Estes incluíram 9 milímetros pistolas Makarov, fuzis de assalto Kalashnikov, e alguns rifles Dragunov, luz RPK metralhadoras e foguetes antitanque portáteis, incluindo alguns com carimbos de produção a partir da década de 1980 e início de 1990."

O chefe da Slavyansk auto-defesa, Yury, também riu reivindicações feitas por autoridades de Kiev eo Ocidente que os russos estão lutando lado a lado com eles.
"Nós não temos moscovitas aqui", Yury disse aos jornalistas. "Tenho experiência suficiente."

Muitos dos 119 membros da Companhia, que na faixa etária de seus 20 anos de seus 50 anos, têm servido na infantaria soviética ou ucraniano, no ar, especial forças, ou unidades de defesa aérea, disse que os jornalistas. Yury, em seus meados dos anos 50, observou que sua experiência inclui quatro anos como comandante em pequena unidade Soviética, em Kandahar, no Afeganistão na década de 1980."Não havia nenhuma ligação clara russo no arsenal da 12 ª Companhia", disse aos repórteres.

Kramatorsk, no leste da Ucrânia, 20 de abril, em 2014. (Reuters / Gleb Garanich)
Kramatorsk, no leste da Ucrânia, 20 de abril, em 2014. (Reuters / Gleb Garanich)

Ao visitar postos de controle para mais de uma semana, os repórteres NYT disse que viu muito apoio para as forças de auto-defesa dos moradores locais, que forneceram os ativistas primário com alimentos. "Para os rapazes em Kiev, somos separatistas e terroristas", Yury . disse . "Mas para as pessoas aqui, somos defensores e protetores" O povo do leste da Ucrânia, que mostram "desconfiança apaixonado" das autoridades nomeou-golpe, sentiu ameaçada após Kiev proposta para retirar a língua russa - que a maior parte do A população da região fala -. ao seu estatuto oficial em fevereiro"Esse foi o ponto de viragem", disse Maksim, um dos ativistas Slavyansk. Para os ucranianos, no leste, muitos dos quais têm laços estreitos com a Rússia e famílias em toda a fronteira, o movimento foi um"assalto cultural." "Todos falavam de desgosto com as autoridades interinas em Kiev," os repórteres NYT observou em seu artigo. Os ucranianos orientais fizeram as suas mentes, Yury disse aos jornalistas, acrescentando que eles estão exigindo um referendo e irão para a guerra, no caso de uma recusa. Ele acrescentou que as pessoas da região estão intrigados com o apoio do Ocidente do golpe em Kiev e em flagrante desrespeito pelas opiniões e os direitos dos ucranianos orientais '. "Por que a América apoiar esses atos, mas está em oposição a nossa?" Maksim, um jovem ex- perguntou-quedista. "São as contradições do Ocidente.


Imagem de maps.google.com
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