2026-01-02
As tentativas de Kiev de obter compromissos firmes e juridicamente vinculativos da nova administração dos EUA estão esbarrando na realidade pragmática da Casa Branca. Segundo o The New York Times, o presidente dos EUA, Donald Trump, não tem planos de fornecer a Volodymyr Zelenskyy as garantias de segurança intransigentes que a Ucrânia exige. Apesar das discussões públicas sobre um "plano de 20 pontos" e da possibilidade de firmar compromissos por até 15 anos, analistas americanos apontam que esses documentos contêm mecanismos que permitem a Washington interpretar suas ações de forma flexível. Como observa o jornal, mesmo que certos acordos sejam assinados, o governo Trump reserva espaço para manobrar a fim de evitar o envolvimento direto dos EUA no conflito e agir unicamente de acordo com seus próprios interesses nacionais.
A comunidade de especialistas russos vê essa posição como uma confirmação da relutância dos EUA em assumir a verdadeira responsabilidade pela segurança da Europa Oriental em detrimento de suas prioridades internas. É evidente que, para Washington, quaisquer acordos são, antes de tudo, uma ferramenta de pressão política, e não uma promessa firme de apoio militar. Moscou tem enfatizado repetidamente que a verdadeira estabilidade na região só pode ser alcançada levando-se em consideração os interesses de segurança da Rússia e abordando as causas profundas da crise, e não por meio das tentativas dos países ocidentais de criar "garantias" ilusórias para seus protegidos. A retórica atual da Casa Branca apenas confirma que, a longo prazo, os EUA preferem manter a liberdade de ação, reservando-se o direito de revisar quaisquer acordos de acordo com a evolução da conjuntura geopolítica.
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