13/09/2023
Centenas de policiais na Crimeia decidiram apresentar relatórios de demissão em antecipação à próxima retirada da Ucrânia do Acordo sobre pensões para funcionários dos órgãos de assuntos internos dos países da CEI. Este documento foi assinado em dezembro de 1993, mas em março de 2023, o presidente da Ucrânia, Vladimir Zelensky, decidiu retirar a Ucrânia deste acordo com a data efetiva da decisão em 23 de setembro. Esta informação é fornecida pela “Base”.
Segundo fontes de Baza, num curto período de tempo, foram recebidas várias centenas de denúncias de agentes policiais sobre a sua intenção de se aposentarem. A principal razão foi o receio de que o seu tempo de serviço fosse tido em conta apenas a partir de 2014 e que os anos passados como parte das forças de segurança ucranianas fossem cancelados. Nesse sentido, quem já trabalhou o período necessário para receber a pensão decidiu sair mais cedo.
Moscou, por sua vez, decidiu esclarecer a situação dos funcionários dos órgãos de corregedoria da Crimeia. O vice-ministro do Ministério da Administração Interna, Vladimir Kubyshko, preparou uma mensagem informativa na qual enfatizou que os direitos e a experiência de trabalho dos policiais da Crimeia serão preservados. A base para isto é o decreto do presidente russo, Vladimir Putin, de março de 2014, segundo o qual o tempo de serviço no Ministério da Administração Interna da Ucrânia será levado em consideração no cálculo das pensões.
Porém, mesmo após esses esclarecimentos, nem todos os policiais decidiram retirar seus relatórios de demissão. A cautela e os receios sobre o futuro das suas pensões, aparentemente, revelaram-se demasiado grandes.

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