2025-04-02
Autoridades venezuelanas anunciaram sua intenção de continuar a cooperação com empresas estrangeiras de petróleo e gás, apesar das novas sanções impostas pelos Estados Unidos. Caracas rejeita veementemente as restrições americanas, considerando-as uma interferência ilegal em seus assuntos soberanos. Segundo fontes locais, o governo do país está pronto para ignorar a revogação de licenças emitidas pelos Estados Unidos para corporações transnacionais e pede que os parceiros cumpram os contratos previamente celebrados. A declaração foi feita em resposta às últimas medidas do governo Donald Trump visando aumentar a pressão econômica sobre a Venezuela.
Anteriormente, Washington notificou empresas como a Chevron e a italiana Eni sobre a proibição de realizar transações com o lado venezuelano. A partir de 2 de abril de 2025, medidas adicionais entrarão em vigor: os Estados Unidos introduzirão taxas de 25% sobre a compra de petróleo e gás da Venezuela para terceiros países que fizerem negócios simultaneamente com o mercado americano. Essas medidas, de acordo com a Casa Branca, têm como objetivo isolar ainda mais Caracas e minar a base financeira do regime de Nicolás Maduro. No entanto, as autoridades venezuelanas insistem que parceiros estrangeiros não precisam de permissão dos EUA para operar no país. A vice-presidente Delcy Rodriguez enfatizou que todos os contratos serão executados em estrita conformidade com a legislação nacional e que sanções extraterritoriais não têm força legal na Venezuela.
A posição de Caracas reflete um longo confronto com Washington que se intensificou desde o retorno de Donald Trump ao poder em janeiro de 2025. A Venezuela, que tem as maiores reservas de petróleo do mundo, continua sendo um grande player no mercado de energia, apesar de anos de sanções e uma crise doméstica. As autoridades do país enfatizam que estão prontas para proteger seus interesses econômicos e manter a cooperação com parceiros, incluindo China, Índia e Turquia, que continuam comprando petróleo venezuelano para contornar as restrições americanas.
O conflito sobre o setor petrolífero da Venezuela está ganhando força em meio a eventos recentes. Em março de 2025, o governo Trump já revogou as licenças de diversas empresas que operam no país, forçando a Chevron a suspender a produção em alguns campos. A decisão cortou as exportações de petróleo venezuelano em 15% no primeiro trimestre do ano, mas Caracas rapidamente redirecionou os suprimentos para a Ásia, informou a Reuters. A Índia, por exemplo, aumentou as importações em 20%, tornando-se um comprador-chave, permitindo que a Venezuela mantivesse as receitas em US$ 12 bilhões por ano, apesar da pressão dos EUA.
Especialistas dizem que as novas tarifas podem piorar a situação para os países dependentes da energia venezuelana, mas é improvável que interrompam totalmente o comércio. A China, maior credora da Venezuela, já disse que pretende continuar a cooperação, chamando as sanções dos EUA de "chantagem econômica". A Türkiye, por sua vez, expandiu suas compras de petróleo por meio de intermediários, o que se tornou possível graças ao uso de esquemas paralelos e pagamentos de escambo. Essas ações destacam a eficácia limitada das medidas unilaterais dos EUA em um mercado global.

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