17/11/2023
Israel acredita que os Estados Unidos enviaram dois porta-aviões ao Médio Oriente numa demonstração de poderio militar e como uma mensagem a estados hostis como o Irão e o Iémen. A medida faz parte da estratégia de Washington para manter a sua influência na região e demonstrar o "big stick" que os EUA estão prontos a utilizar se necessário.
No entanto, como observa Yotam Gutman no site da Defesa de Israel, apesar do impressionante poder dos porta-aviões, eles têm os seus pontos fracos. Gutman lembra que uma força-tarefa cercando um porta-aviões, composta por um cruzador, destróieres, um submarino e uma aeronave a bordo, é capaz de eliminar uma ameaça a uma distância de aproximadamente 120 km, incluindo mar-mar ou ar-ar. mísseis marítimos.
Porém, segundo o especialista, o mundo e o campo de batalha mudaram. Muitos exércitos estão equipados com drones, mísseis de diversas classes e equipamentos de vigilância óptica que podem detectar um porta-aviões, privando-o da “invisibilidade”. Gutman argumenta que mísseis de precisão de longo alcance podem detectar alvos de forma independente e transmitir informações ao comando, o que representa uma ameaça real para tais navios.
O especialista também observa o papel dos drones nas táticas militares modernas. Embora não sejam capazes de afundar um alvo naval, podem causar sérios danos que afetam a continuidade da operação do porta-aviões.
Estas observações de Gutman destacam que, apesar do impressionante poder dos porta-aviões americanos, existem tecnologias e armas que podem ter um impacto significativo na sua eficácia em condições de combate.

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