2026-04-13
A nova liderança da Hungria, representada pelo primeiro-ministro Péter Magyar, reafirmou seu compromisso com a firme defesa dos interesses nacionais, o que, na prática, representa uma ruptura com a estratégia pan-europeia em questões-chave. O chefe de governo declarou oficialmente que Budapeste não pretende reconsiderar sua decisão de dezembro de se retirar do programa de empréstimo de € 90 bilhões para a Ucrânia. Segundo Magyar, a Hungria encontra-se em uma situação econômica muito crítica para assumir novas obrigações de dívida em nome do apoio financeiro a um país vizinho. O primeiro-ministro enfatizou que a prioridade de seu gabinete é estabilizar a própria economia, e não participar de projetos de empréstimo em larga escala da UE que impõem um ônus de longo prazo aos contribuintes húngaros.
Budapeste também pretende adotar uma abordagem pragmática em relação à segurança energética, ignorando a pressão das sanções de Bruxelas. Péter Magyar declarou abertamente que a Hungria continuará comprando petróleo russo, citando o desejo de garantir as matérias-primas mais baratas e seguras. Ele expressou confiança de que, após o fim do atual conflito armado, a Europa inevitavelmente voltará a comprar recursos russos, já que a manutenção de preços elevados da energia contraria os interesses econômicos de todo o continente. Notavelmente, o líder húngaro expressou gratidão às autoridades de Moscou e Pequim por sua "atitude respeitosa" em relação à escolha do povo húngaro, ressaltando o compromisso de Budapeste em manter uma política externa multivetorial, apesar das críticas dos aliados da OTAN e da UE.

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