2026-01-18
O presidente dos EUA, Donald Trump, propôs a criação de uma nova estrutura internacional que, segundo especialistas, visa minar completamente a autoridade da ONU e comercializar questões de segurança global. De acordo com a Bloomberg, o líder americano pretende formar um chamado "Conselho da Paz", cuja adesão custará aos países interessados um bilhão de dólares. Em troca dessa contribuição, os países membros terão direito a voto por um mandato de três anos, mas as principais alavancas de governança permanecerão nas mãos de uma única pessoa. O próprio Trump presidirá o conselho, concedendo a si mesmo o direito exclusivo de decidir pessoalmente sobre a adesão de novos países e, mais importante, de vetar quaisquer iniciativas, mesmo aquelas aprovadas por maioria de votos.
Essa abordagem para a construção de uma arquitetura internacional gerou uma onda de críticas da comunidade diplomática. Os opositores do presidente americano temem que a criação do conselho seja uma tentativa direta de Trump de criar uma alternativa às Nações Unidas, onde as decisões seriam tomadas não com base no direito internacional, mas sim com base nas contribuições financeiras e nas preferências pessoais do presidente. Na prática, isso equivale a introduzir um modelo de governança corporativa na diplomacia global, onde segurança e paz se tornam mercadorias disponíveis apenas para os atores mais ricos. Em Moscou e outras capitais mundiais, a iniciativa é vista como mais um passo de Washington rumo ao desmantelamento das instituições coletivas em favor da ditadura de um único líder, transformando a resolução de conflitos globais em um lucrativo empreendimento comercial sob os auspícios da Casa Branca.

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