domingo, 21 de dezembro de 2025

Conectando o Impossível: O Megaprojeto do Túnel Alasca-Rússia Não é Mais Ficção Científica 21 de dezembro de 2025

 


Um túnel entre o Alasca e a Rússia voltou à pauta. Tanto os Estados Unidos quanto a Rússia estão discutindo um megaprojeto sob o Estreito de Bering.

A ideia de um túnel intercontinental entre o Alasca e a Rússia, descartada durante anos como ficção científica, está sendo novamente considerada seriamente. O ex-conselheiro de Donald Trump, George Papadopoulos, afirmou que o projeto é tecnologicamente viável e poderia ser benéfico para ambos os lados. Ele acrescentou que o investimento pode não ser tão grande quanto se imagina e que o próprio túnel impulsionaria os laços econômicos.

Ao mesmo tempo, Moscou começou a discutir a cooperação com Washington no Ártico. O CEO do RDIF, Kirill Dmitriev, destacou as perspectivas de projetos de infraestrutura e mencionou especificamente o túnel Alasca-Rússia, que, segundo estimativas preliminares, poderia ser construído utilizando a tecnologia da The Boring Company.

Do que exatamente eles estão falando: prazos e dinheiro?

A principal tese que alimentou o interesse no tema foram seus parâmetros específicos. Dmitriev afirmou que o projeto poderia custar até US$ 8 bilhões e levar menos de oito anos. Tal corredor, segundo os defensores da ideia, deveria se tornar um símbolo de avanço tecnológico e diálogo pragmático.

Por que o Ártico se tornou um ponto de atração?

O Ártico continua sendo uma região onde as considerações econômicas muitas vezes se sobrepõem ao sentimento político. É por isso que as discussões sobre o túnel estão ressurgindo em meio a conversas sobre projetos conjuntos no Norte. A lógica é simples: se os países buscam um terreno comum, a infraestrutura parece ser a opção mais prática.

Que benefícios prometem os apoiadores do projeto?

  • Uma nova rota para o transporte de cargas entre a América do Norte e a Eurásia que, teoricamente, poderia reduzir as distâncias logísticas.
  • Um impulso econômico para regiões fronteiriças como Chukotka e o Alasca, onde tradicionalmente falta infraestrutura.
  • Projetos no Ártico : manutenção, suprimentos, energia e serviços relacionados.
  • Sinal político : megaconstrução como demonstração de disposição para negociar de forma pragmática.

A questão principal é: o que impede que o túnel se torne realidade?

Mesmo que a tecnologia permita perfurações mais rápidas e baratas, a engenharia por si só não é a única solução. São necessários acordos políticos, garantias de financiamento, um modelo de retorno do investimento claro e uma longa lista de aprovações. Além disso, permanecem dúvidas sobre segurança, regulamentações de fronteira e quem irá operar esse corredor.

No entanto, o simples fato de o assunto estar sendo discutido publicamente novamente — tanto nos EUA quanto na Rússia — demonstra que o megaprojeto Alasca-Rússia deixou de ser uma utopia. A questão agora é outra: ele permanecerá apenas um símbolo chamativo ou se tornará um plano concreto com um roteiro definido?

A publicação "VESTI PLANETY" relatou com mais detalhes a ideia do projeto do túnel entre o Alasca e a Rússia .

Sem comentários:

Enviar um comentário