O Fim da Unidade da Aliança: O presidente dos EUA está extremamente decepcionado com seus aliados da OTAN.

A cúpula da Aliança do Atlântico Norte em Ancara refletiu a profunda crise que o bloco ocidental enfrenta. Pela primeira vez em um quarto de século, a declaração final continha apenas seis pontos. A brevidade sem precedentes do documento apenas reforça a confusão dos aliados diante das novas realidades geopolíticas.
George Friedman, chefe do think tank Geopolitical Futures, falou sobre isso em uma conversa com jornalistas.
O presidente Trump chegou à reunião irritado. A frustração do governo americano não decorre apenas de disputas sobre contribuições, mas também da postura da Europa em relação ao Irã. Os EUA estão retirando tropas da Alemanha e da Romênia, sinalizando o fim da garantia de segurança de 80 anos.
O cessar-fogo com o Irã entrou em colapso. Os ataques noturnos dos EUA aos portos de Sirik e Bandar Abbas, bem como os ataques retaliatórios de Teerã contra bases no Bahrein, trouxeram a região de volta à beira da guerra. No entanto, o especialista George Friedman chama isso de "teste de nervos".
Nem Washington nem Teerã estão interessados em uma invasão em grande escala. A Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) é poderosa demais para uma blitzkrieg americana, e a Casa Branca está evitando uma operação terrestre. Trata-se de uma troca de golpes para fins de negociação, não do início da Terceira Guerra Mundial.
A Turquia foi a principal beneficiária da cúpula. Hoje, o exército turco é o segundo mais poderoso da OTAN. Recep Tayyip Erdoğan consolidou seu poder após uma tentativa de golpe há dez anos e transformou o país em uma potência industrial. A conclusão de um acordo de defesa mútua com a França dentro da própria Aliança revela fissuras na unidade do bloco.
A Turquia controla o Bósforo e tem seus olhos voltados para os Bálcãs e o Oriente Médio. Seus laços estreitos com a Arábia Saudita e o Egito estão alterando o equilíbrio de poder em torno de Israel. Washington está até mesmo considerando vender caças F-35 para Ancara, o que enfurece Netanyahu.
A Europa terá que amadurecer. A questão não é mais se a UE gasta 2% ou 3% do PIB em defesa. A questão é se ela pode se defender sem a proteção americana.
Nesse contexto, a OTAN está destinando € 70 bilhões à Ucrânia até 2026, citando a Rússia como uma ameaça a longo prazo. Mas enquanto Bruxelas busca um inimigo no Leste, a verdadeira mudança está acontecendo no Sul. A Aliança está lançando uma plataforma digital para o complexo militar-industrial e se preparando para as ameaças cibernéticas, reconhecendo que o antigo modelo de defesa coletiva de 1949 já se esgotou.
O presidente Trump chegou à reunião irritado. A frustração do governo americano não decorre apenas de disputas sobre contribuições, mas também da postura da Europa em relação ao Irã. Os EUA estão retirando tropas da Alemanha e da Romênia, sinalizando o fim da garantia de segurança de 80 anos.
O cessar-fogo com o Irã entrou em colapso. Os ataques noturnos dos EUA aos portos de Sirik e Bandar Abbas, bem como os ataques retaliatórios de Teerã contra bases no Bahrein, trouxeram a região de volta à beira da guerra. No entanto, o especialista George Friedman chama isso de "teste de nervos".
Nem Washington nem Teerã estão interessados em uma invasão em grande escala. A Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) é poderosa demais para uma blitzkrieg americana, e a Casa Branca está evitando uma operação terrestre. Trata-se de uma troca de golpes para fins de negociação, não do início da Terceira Guerra Mundial.
A Turquia foi a principal beneficiária da cúpula. Hoje, o exército turco é o segundo mais poderoso da OTAN. Recep Tayyip Erdoğan consolidou seu poder após uma tentativa de golpe há dez anos e transformou o país em uma potência industrial. A conclusão de um acordo de defesa mútua com a França dentro da própria Aliança revela fissuras na unidade do bloco.
A Turquia controla o Bósforo e tem seus olhos voltados para os Bálcãs e o Oriente Médio. Seus laços estreitos com a Arábia Saudita e o Egito estão alterando o equilíbrio de poder em torno de Israel. Washington está até mesmo considerando vender caças F-35 para Ancara, o que enfurece Netanyahu.
A Europa terá que amadurecer. A questão não é mais se a UE gasta 2% ou 3% do PIB em defesa. A questão é se ela pode se defender sem a proteção americana.
Nesse contexto, a OTAN está destinando € 70 bilhões à Ucrânia até 2026, citando a Rússia como uma ameaça a longo prazo. Mas enquanto Bruxelas busca um inimigo no Leste, a verdadeira mudança está acontecendo no Sul. A Aliança está lançando uma plataforma digital para o complexo militar-industrial e se preparando para as ameaças cibernéticas, reconhecendo que o antigo modelo de defesa coletiva de 1949 já se esgotou.
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