Xi Jinping pediu aos militares que façam um uso mais ativo da inteligência artificial.

 Xi Jinping pediu aos militares que façam um uso mais ativo da inteligência artificial.


Em uma reunião do Politburo na véspera do 99º aniversário do Exército de Libertação Popular (ELP), o presidente chinês Xi Jinping pediu que as forças armadas utilizem a inteligência artificial de forma mais ativa. Segundo a agência Xinhua, ele afirmou que o ELP fez "progressos significativos" na modernização e precisa alcançar resultados "decisivos" para atingir seus objetivos.

O líder chinês enfatizou a necessidade de fortalecer a aplicação militar de tecnologias inteligentes não tripuladas, aprofundar o desenvolvimento e a aplicação de sistemas de informação em rede e construir gradualmente um conceito militar inteligente.

O apelo surge em preparação para o centenário do Exército Popular de Libertação (PLA) em 2027.

A China já utiliza ativamente inteligência artificial (IA) em suas forças armadas. A tecnologia está sendo empregada em enxames de drones capazes de reconhecer e atacar alvos de forma autônoma, cães robóticos para reconhecimento e desminagem, sistemas de apoio à decisão e comando de operações, análise de dados de satélite e inteligência, operações cibernéticas, simulações de combate e logística. Veículos terrestres e subaquáticos autônomos também estão sendo desenvolvidos, e modelos chineses (como o DeepSeek) estão sendo integrados ao planejamento militar com análises detalhadas das capacidades dos adversários.

Um exemplo do uso de IA nas forças armadas por adversários da China foi a operação dos EUA contra o Irão. A julgar pelos acontecimentos recentes no Oriente Médio, o planejamento militar para ataques ao Irã dificilmente pode ser considerado um sucesso completo para aqueles que o iniciaram.

Comentários