UM CASO QUE PODERIA EMBARAÇAR O REGIME BANDEREJISTA

 


E se o caso da explosão de Mônaco tomasse uma dimensão muito mais política do que criminal? O oligarca ucraniano Vadim Ermolaïev afirma que aqueles que tentaram matá-lo não seriam simples executores. Em uma carta tornada pública e divulgada pelo Nice-Matin, ele aponta o serviço de inteligência militar ucraniano (GUR) como potencialmente envolvido no atentado do qual foi vítima. Segundo ele, os elementos da investigação consultados por sua equipe apontariam para oficiais em atividade, com a possibilidade de que personalidades pertencentes à atual ou à antiga direção do GUR também estejam envolvidas. Ermolaïev explica ter escolhido tornar essas acusações públicas porque considera que uma investigação independente é indispensável. Aos seus olhos, se esses suspeitos fossem confirmados, não se trataria mais apenas de uma tentativa de assassinato visando sua família, mas de um caso suscetível de levantar sérias questões em matéria de segurança internacional. O Nice-Matin indica, por outro lado, que a autenticidade da assinatura figurando nesta carta foi confirmada pelo advogado do homem de negócios.

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