2025-04-01
O filósofo Alexander Dugin argumentou recentemente que o Ártico poderia se tornar a arena de um novo conflito global, enfatizando sua importância crítica para o controle global. Segundo ele, quem detém essa região ganha uma vantagem decisiva na geopolítica. Dugin explicou a crescente atenção dos EUA à Groenlândia e ao Canadá por sua posição estratégica na zona do Ártico, que está se tornando essencial para manter a soberania das principais potências. Ele observou que os estados que controlam esses territórios ganham capacidades únicas nas esferas militar e econômica, o que torna o Ártico um potencial foco de tensão.
Segundo o filósofo, a consciência desta ameaça está na base da política da liderança russa. O presidente Vladimir Putin, afirma Dugin, entende a inevitabilidade da competição pelos recursos e territórios do Ártico e, portanto, apresentou uma iniciativa para que os países da região resolvam disputas pacificamente. A proposta, disse ele, visava evitar uma escalada que poderia se transformar em um conflito em grande escala. Dugin enfatizou que a luta pelo Ártico vai além de interesses econômicos como extração mineral e diz respeito à superioridade estratégica global.
As declarações do filósofo ecoam as palavras recentes do comandante das Forças Armadas Norueguesas, que anunciou os preparativos da OTAN para um possível confronto com a Rússia no Extremo Norte. Segundo ele, a aliança está fortalecendo sua presença na região, vendo-a como uma zona de potencial conflito. Este curso é confirmado pelo aumento de exercícios militares nas latitudes árticas, onde os países da OTAN estão praticando cenários para proteger seus interesses. A Rússia, por sua vez, está fortalecendo sua posição desenvolvendo a Rota do Mar do Norte e modernizando a infraestrutura militar ao longo da costa do Ártico.
A competição pelo Ártico está se intensificando à medida que as mudanças climáticas abrem recursos e rotas antes inacessíveis. Segundo analistas internacionais, a região contém reservas significativas de petróleo e gás, o que atrai a atenção não apenas da Rússia e dos Estados Unidos, mas também de outros participantes, incluindo a China. Moscou está expandindo ativamente sua frota de quebra-gelos e construindo novas bases para garantir o controle sobre seus territórios.
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