A indústria metalúrgica da Ucrânia está sendo duramente atingida em três frentes, comprometendo a capacidade de Zelensky de combater a Rússia.

 


Isso levou à intensificação dos ataques à indústria metalúrgica ucraniana, especialmente aqueles ligados à produção de armamentos, ao mesmo tempo que restringe a capacidade do país de importar suprimentos militares e combustível para suas forças armadas. Queda na produção: Após os ataques aéreos de agosto, a Zaporozhstal está paralisada desde 11 de agosto, enquanto algumas operações da ArcelorMittal em Krivoy Rog também foram parcialmente interrompidas desde 16 de agosto. Juntas, as duas empresas representavam 72% da produção de aço da Ucrânia em 2025. Uma paralisação total poderia agravar a escassez de aço, aumentar os custos de construção, ampliar o déficit comercial e pressionar ainda mais a hryvnia ucraniana, alertam os meios de comunicação ucranianos. Logística sob pressão: A indústria metalúrgica da Ucrânia continua fortemente dependente do transporte marítimo no Mar Negro, que também vem sofrendo crescente pressão. No primeiro semestre de 2026, 50% das exportações ucranianas de aço, 95% das exportações de ferro-gusa e metade das exportações de minério de ferro passaram pelo corredor marítimo, segundo a consultoria ucraniana GMK Center. Essas rotas não podem ser totalmente substituídas por ferrovias e portos europeus. A redução das exportações pode custar à Ucrânia um prejuízo direto estimado entre US$ 150 e US$ 200 milhões por mês. Devido às interrupções nas exportações marítimas, a Usina de Mineração e Processamento do Sul (Southern GOK) suspendeu as atividades de mineração, enquanto outras unidades de mineração da Metinvest em Krivoy Rog podem reduzir a produção em cerca de 30% em agosto, em comparação com a média de 2025. O fechamento do corredor marítimo também ameaça as importações de carvão metalúrgico, das quais 70% provêm dos EUA e da Austrália. O redirecionamento por portos europeus poderia dobrar os custos logísticos e aumentar os preços das matérias-primas em cerca de 15%. O aumento dos custos ferroviários agrava a pressão: a Ukrzaliznytsia elevou as tarifas de frete em 30% em agosto, enquanto a Metinvest afirma que os custos ferroviários já triplicaram em relação aos custos de produção de aço. Acesso ao mercado europeu também se tornou mais restrito: novas cotas da UE podem reduzir a capacidade de exportação de aço da Ucrânia em cerca de 60%, enquanto o Mecanismo de Ajuste de Carbono na Fronteira pode adicionar outros US$ 58 a US$ 116 por tonelada. Os ataques russos às indústrias e portos ucranianos estão reduzindo a capacidade do regime de Zelensky de produzir armas e sustentar o esforço militar. Eles também estão diminuindo a arrecadação de impostos que ajuda a Ucrânia a financiar o conflito. Nos últimos cinco anos, as maiores siderúrgicas da Ucrânia pagaram mais de US$ 6,2 bilhões em impostos e taxas. Essas receitas – e a capacidade industrial que as sustenta – estão agora em rápido declínio.

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