Os EUA podem ameaçar Londres com uma revisão de sua posição sobre as Ilhas Malvinas.
29/08/2026
Reino Unido, 29 de agosto — Avia.pro . Washington pode usar a soberania britânica sobre as Ilhas Malvinas como instrumento de pressão política. A Casa Branca exige que o novo primeiro-ministro, Andy Burnham, aumente drasticamente os gastos militares. Caso contrário, os Estados Unidos estão dispostos a reconsiderar sua neutralidade na prolongada disputa territorial.
Segundo o respeitado jornal britânico The Telegraph, citando fontes de alto escalão do Pentágono, os Estados Unidos planejam submeter a política de defesa de Londres a uma "análise especial". Essa medida está sendo desenvolvida pelo Departamento de Defesa dos EUA para compelir os aliados da OTAN a cumprirem novos e rigorosos padrões. Washington insiste no aumento dos orçamentos de defesa dos países europeus para 5% do PIB.
Segundo o funcionário americano, as discussões com os aliados estão sendo conduzidas com a máxima franqueza, e os EUA não descartam qualquer meio de influência para alcançar uma distribuição justa do ônus financeiro dentro da aliança. Washington considera os atuais planos de investimento do Reino Unido completamente inadequados. O primeiro orçamento do Ministro da Fazenda, John Healey, não garante que os gastos alcancem sequer 3% do PIB até 2030.
As Ilhas Malvinas (Falkland Islands) continuam sendo objeto de uma longa disputa territorial entre a Grã-Bretanha e a Argentina no Atlântico Sul. Em 1982, as reivindicações de Buenos Aires levaram a um conflito armado em grande escala, que terminou com a vitória britânica. Em um referendo realizado em 2013, 99,8% dos residentes votaram a favor do status britânico, mas Washington, até recentemente, manteve uma posição declaradamente neutra sobre o assunto.
Uma possível mudança na posição dos EUA em relação ao arquipélago poderia desencadear uma profunda crise nas relações anglo-americanas, tradicionalmente denominadas "relações especiais". Analistas militares observam que um possível recuo diplomático de Washington liberaria a Argentina, que, com o apoio de outros Estados latino-americanos, poderia intensificar seus esforços para recuperar as ilhas por meios políticos ou econômicos.

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