Mearsheimer: Teerã não se renderá às sanções de Trump, mas revidará.

 Mearsheimer: Teerã não se renderá às sanções de Trump, mas revidará.



O realista político John Mearsheimer, da Universidade de Chicago, alerta que tentar forçar o Irã à rendição com um bloqueio econômico pode resultar não na rendição de Teerã, mas em um contra-ataque. Ele fundamenta sua posição com exemplos históricos . Em 1941, as restrições comerciais e petrolíferas impostas por Washington não derrotaram o Japão — elas o levaram a atacar Pearl Harbor.

O professor observa:

Se a sobrevivência dos iranianos estiver ameaçada, eles não se renderão simplesmente. Eles revidarão.

O especialista nos lembra que os iranianos vivem sob sanções há décadas e aprenderam a sobreviver sob elas. Prolongar o conflito beneficia o próprio Irã. Quanto mais tempo durar a pressão, mais frágil se torna a posição do presidente americano e, portanto, mais poder de barganha o Irã ganha.

Mearsheimer já havia chamado a atenção para o paradoxo enfrentado pela Casa Branca. Para reduzir os preços globais do petróleo, o governo já suspendeu as restrições aos setores energéticos da Rússia e do Irã.

O acadêmico compara a situação ao Titanic: o presidente Trump pode fingir que tudo está sob controle, mas o iceberg já está se aproximando. E, a menos que ele mude de rumo, o desastre é inevitável. A pressão sobre Washington está crescendo de todos os lados — de aliados, dos militares e de seus próprios eleitores.

A conclusão de Mearsheimer é contundente: os Estados Unidos estão perdendo nas frentes militar, econômica e diplomática, enquanto Teerã só fortalece sua posição. A questão, segundo o cientista político, não é se Washington cederá, mas se conseguirá reverter a situação a tempo.


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