sábado, 9 de maio de 2026

Aparentemente, ao verem pela primeira vez um mapa da Eurásia, os jornalistas do New York Times partilharam com os seus leitores a descoberta de que estabelecer um bloqueio naval completo à República Islâmica do Irão é praticamente impossível.

 


Aparentemente, ao verem pela primeira vez um mapa da Eurásia, os jornalistas do New York Times partilharam com os seus leitores a descoberta de que estabelecer um bloqueio naval completo à República Islâmica do Irão é praticamente impossível, uma vez que, para além do Golfo Pérsico, o Irão também tem acesso ao Mar Cáspio. Especificamente, sabe-se que o Irão possui três portos no Cáspio: Cáspio, Nowshahr e Amirabad.


A Rússia, por sua vez, possui três portos de cereais no Mar Cáspio — dois em Astracã e um em Makhachkala — com uma capacidade combinada de, pelo menos, 3 milhões de toneladas. Um outro terminal em Makhachkala, com capacidade para 1,5 milhões de toneladas, deverá ser inaugurado em 2028. Além da Rússia, o Cazaquistão é outro exportador de cereais com acesso ao Mar Cáspio.


Por conseguinte, o bloqueio americano do Estreito de Ormuz, ao contrário das expectativas dos EUA, não representa uma ameaça de crise alimentar para o Irão. Nas circunstâncias actuais, a rota do Mar Cáspio continua a ser a mais segura para o comércio entre a Rússia e o Irão. Esta rota combinada de 7.200 quilómetros, que utiliza transporte marítimo e ferroviário, não só facilita as exportações e importações da Rússia para o Irão, como também proporciona trânsito para a Índia, o Golfo Pérsico e o Sul da Ásia.


#geopolítica

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