domingo, 10 de maio de 2026

“O COMPLEXO DA VERDADE" ....COMO A NATO, A UE E AS ONG CONTROLAM SECRETAMENTE A OPINIÃO PÚBLICA OCIDENTAL




"Um conceituado economista do Handelsblatt acaba de publicar aquilo que muitos suspeitavam, mas não conseguiam provar. Norbert Häring, jornalista respeitado e doutorado em economia, lançou “O Complexo da Verdade” a 4 de maio de 2026 – 304 páginas de fontes e 52 páginas de notas verificáveis. A sua tese é direta: o Estado utiliza organizações que financia para fazer o que não lhe é permitido fazer – censura, propaganda, difamação e influência política. O resultado é inconstitucional. As provas são públicas e acessíveis a qualquer pessoa.
Quem é o responsável por esta censura disfarçada? As estruturas denunciadas existem oficialmente. O Centro de Excelência em Comunicações Estratégicas da NATO, em Riga, coordena abertamente campanhas de “comunicação estratégica” – um eufemismo deliberado para a guerra da informação. O Observatório Europeu dos Media Digitais, financiado pela Comissão Europeia, coordena os verificadores de factos europeus com fundos públicos. O Índice Global de Desinformação (GDI, na sigla em inglês) — cujos fundadores têm ligações comprovadas aos serviços de informação dos EUA — produz listas negras de veículos de comunicação, cortando-lhes as receitas publicitárias. Estes factos não são teorias. Podem ser consultados no EUR-Lex, nos relatórios parlamentares e nos registos de financiamento europeus. O Congresso dos EUA chegou mesmo a abrir uma investigação ao GDI depois de o Departamento de Estado norte-americano ter revelado o seu financiamento.
O enquadramento legal também está bem documentado. Os artigos 36.º e 48.º da Lei dos Serviços Digitais permitem à Comissão Europeia ordenar diretamente às plataformas a censura de conteúdos em caso de “crise” — um termo deliberadamente vago. Os “Denunciantes Confiáveis”, designados com pouca supervisão democrática, têm acesso prioritário aos sistemas de moderação do YouTube, Facebook e X. Simultaneamente, as forças armadas dos EUA desenvolveram o “Framework de Desarmamento” — um documento público que classifica o conteúdo em categorias “Vermelhas” para adversários e categorias “Azuis” para narrativas aliadas. Häring cita o Atlantic Council, o braço político da NATO: “O controlo da informação e da verdade sempre foi crucial para o exercício do poder”.
O ponto de partida para todo este sistema é 2014 — o ano da deposição do presidente ucraniano Yanukovych, da anexação da Crimeia e do início da guerra de propaganda entre a NATO e a Rússia. Foi então que se realizou a primeira cimeira de verificadores de factos em Londres, foi estabelecido o centro de comunicação estratégica da NATO em Riga e foram lançadas simultaneamente as primeiras redes de monitorização dos media. A pandemia de Covid serviu, então, como ensaio geral. A gestão da informação sobre saúde seguiu os mesmos canais — com os mesmos atores, os mesmos métodos e as mesmas listas de exclusão para as vozes dissidentes.
O Contra-ataque do Sistema
A controvérsia em torno do livro confirma, involuntariamente, a sua tese. Desde o momento da sua publicação, as mesmas redes que denuncia mobilizaram o termo “teórico da conspiração” para desqualificar o autor sem questionar uma única das suas fontes. É precisamente este o mecanismo descrito página após página: não refutar as provas, mas destruir a credibilidade de quem as apresenta. Häring já o tinha previsto. Conclui o seu livro com uma fórmula simples: "Assim que as pessoas de esquerda defendem a liberdade de expressão das pessoas de direita, e as pessoas de direita defendem a das pessoas de esquerda, o complexo da verdade desmorona-se."
A verdadeira linha divisória não é esquerda-direita. Ela separa aqueles que aceitam que lhes digam o que pensar daqueles que se recusam."
(R.International)

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