2026-05-25
O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou em sua conta na rede social TruthSocial que, se as negociações com o Irão fracassarem, Washington retornará a um cenário militar que será "ainda maior e mais poderoso do que antes". Ele também descreveu as negociações atuais como "indo bem".
"Ou é um ótimo acordo para todos, ou não há acordo nenhum - e aí voltamos ao campo de batalha e aos tiroteios, só que maiores e mais poderosos do que nunca", escreveu Trump.
Ao mesmo tempo, o líder americano anunciou que os Estados Unidos buscavam um amplo acordo político em todo o Oriente Médio. Ele exigiu que Arábia Saudita, Catar, Turquia, Paquistão, Egito, Jordânia e Bahrein aderissem aos Acordos de Abraão — um sistema de normalização das relações com Israel estabelecido durante seu primeiro mandato. Segundo Trump, o próprio Irã poderia aderir a esses acordos no futuro, o que tornaria o Oriente Médio "unido, forte e economicamente poderoso". Ele classificou o possível acordo como "o acordo mais importante" da história da região.
O Wall Street Journal já havia classificado o acordo promovido por Trump como "traiçoeiro". A publicação escreveu que Washington estava disposto a reconhecer o direito do Irão a um programa nuclear em troca de restrições e da cessação da escalada militar, o que, segundo críticos, era contrário aos interesses nacionais dos EUA.
As negociações com o Irão estão sendo mediadas pelo Paquistão e pelo Catar. No dia anterior, 24 de maio, Trump publicou uma foto de um navio iraniano bombardeado com a legenda "Adeus", o que também foi interpretado como uma ameaça.

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