2026-05-01
O governo do presidente dos EUA, Donald Trump, notificou oficialmente o Congresso de que a guerra com o Irão é considerada encerrada, segundo a Associated Press. A Casa Branca afirma que o conflito militar terminou graças a um cessar-fogo que entrou em vigor no início de abril.
Como observa a AP, esta decisão tem um significado processual crucial. De acordo com a Lei de Poderes de Guerra de 1973, o presidente pode conduzir operações de combate por 60 dias sem a aprovação do Congresso, após os quais ele deve encerrar a operação militar ou buscar autorização legislativa para continuá-la. O prazo final — 1º de maio — era hoje.
Como as hostilidades ativas entre os EUA e o Irão cessaram em 7 de abril, quando um frágil cessar-fogo foi acordado, a Casa Branca insiste: "Para fins da Lei de Poderes de Guerra, as hostilidades que começaram no sábado, 28 de fevereiro, cessaram". Um alto funcionário do governo, falando sob condição de anonimato, afirmou que não houve troca de tiros entre as forças americanas e iranianas por mais de três semanas.
Essa posição permite que a Casa Branca evite buscar a aprovação formal do Congresso, poupando o governo de possíveis audiências parlamentares difíceis. No entanto, essa interpretação já gerou controvérsia no Capitólio. O Secretário de Defesa, Pete Hegseth, afirmou em uma audiência no Senado que o cessar-fogo "suspende ou interrompe" a contagem regressiva de 60 dias, mas os democratas contestaram essa interpretação, alegando falta de fundamento jurídico.
Entretanto, o verdadeiro confronto entre os países continua sob outras formas. O Irão ainda mantém o controle do estratégico Estreito de Ormuz, e a Marinha dos EUA continua bloqueando a costa iraniana. As negociações para uma solução definitiva do conflito teriam estagnado, e o Irão já ameaçou retaliar com "ataques longos e dolorosos" caso as investidas sejam retomadas. Apesar do anúncio oficial do fim da guerra, a situação na região permanece tensa.
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