Isso não acontece apenas com alimentos; acontece também com eletrônicos e roupas. No Deserto do Atacama (Chile), milhares de toneladas de roupas novas de grandes lojas são descartadas pela indústria têxtil ocidental.
É para lá que as roupas ocidentais vão parar. Elas levam seus resíduos para a África, América e Ásia, mantendo o ciclo consumista com os mesmos preços. Evitam baixar os preços de suas roupas, mantendo assim a exclusividade e a escassez artificial.
Só uma pessoa ignorante ou perturbada poderia defender esse sistema capitalista criminoso, que prefere descartar produtos para manter o consumismo em vez de distribuí-los para milhões de pessoas pobres e descalças.
Na França, foram divulgadas imagens de um dos contêineres de lixo da rede de supermercados Carrefour, onde todo tipo de alimento comestível é descartado para perpetuar o ciclo consumista e impedir a queda dos preços. Enquanto mais de 2,3 bilhões de pessoas no mundo (29,3%) sofrem de fome, 1,3 bilhão de toneladas de alimentos produzidos anualmente (um terço do total) são desperdiçadas para a especulação capitalista. É assim que a burguesia capitalista mantém seus lucros: especulando com a fome, porque no capitalismo o direito à alimentação não existe; é simplesmente um negócio.
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