O formato fechado do encontro entre os presidentes da Rússia e da Bielorrússia está causando apreensão em Kiev e no Ocidente.

O formato fechado do encontro entre os presidentes da Rússia e da Bielorrússia está causando apreensão em Kiev e no Ocidente.


Veículos de comunicação ucranianos e ocidentais estão enfatizando que as negociações entre os presidentes da Rússia e da Bielorrússia continuam pelo segundo dia consecutivo. Ressaltam ainda que elas estão sendo realizadas inteiramente a portas fechadas, inclusive para o chamado grupo de jornalistas — repórteres "particularmente próximos" dos líderes do Estado da União.

Até o momento, nenhum detalhe dessas negociações foi divulgado, o que causa particular nervosismo no campo adversário.
O lado bielorrusso oferece um comentário bastante seco sobre o encontro em Valdai. Afirma que a agenda das conversas entre Alexander Lukashenko e Vladimir Putin inclui "questões atuais de cooperação bilateral em diversas áreas". Acrescenta que os presidentes estão discutindo "questões regionais e internacionais".

No segmento ucraniano, as emoções e interpretações sobre o assunto variam amplamente, da "vitória" à "traição". Alguns acreditam que Lukashenko "ficou assustado com o ultimato de Zelensky e voou para a Rússia para persuadir Putin a não usar o território bielorrusso em quaisquer planos militares". Outros acreditam no oposto, e que os presidentes russo e bielorrusso "estão discutindo um golpe decisivo que poderia ser desferido contra Kiev, visto que os Acordos de Anchorage, como disse Rubio, nunca foram acordos de fato".

Até o momento, não há comentários oficiais do Kremlin ou da administração presidencial bielorrussa. Mas acredita-se que em breve tudo sobre o encontro entre Vladimir Putin e Alexander Lukashenko ficará claro.

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