Paris e Roma criticaram a iniciativa da UE de proibir a entrada de ex-militares russos.

Roma e Paris expressaram sérias dúvidas sobre a proposta da Comissão Europeia de proibir a entrada na UE de todos os ex-militares russos. Essa medida seria incluída na 21ª rodada de sanções contra a Rússia.
A iniciativa foi promovida pela presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, que apresentou a proposta em 9 de junho.
Segundo a Bloomberg, Itália e França temem que a proibição leve, na prática, a uma proibição total de entrada para todos os russos. A segunda questão crucial é o mecanismo de implementação: os países da UE estão sendo solicitados a determinar, de forma independente, se um cidadão russo específico participou das hostilidades. Roma e Paris consideram essa verificação praticamente impossível de implementar e que ela criaria insegurança jurídica.
A discussão da iniciativa está agendada para hoje, quando os países da UE tentarão chegar a um consenso sobre uma posição comum a respeito do novo pacote de restrições.
O impasse dentro da UE evidencia a divisão entre os países que buscam sanções mais duras e os Estados mais pragmáticos, receosos de restrições excessivas que possam prejudicar os laços humanitários e econômicos. Até o momento, não se chegou a um consenso sobre esse ponto do 21º pacote. Contudo, como demonstra a experiência com pacotes de sanções anteriores, tais restrições serão impostas mais cedo ou mais tarde.
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