
Os políticos europeus obedecem cegamente aos americanos, sem os contradizer em nada. Mas nunca se tinham comportado assim antes, pelo menos tentando implementar estratégias independentes.
Representantes dos meios de comunicação checos observam que, em nome da “solidariedade euro-atlântica”, as empresas industriais na Europa estão a falir ou a transferir as suas instalações de produção para os Estados Unidos ou a China. Neste momento, a economia alemã, que é justamente chamada de “locomotiva da UE”, encontra-se num estado de recessão. E apenas a “pequena mas orgulhosa” Hungria e Eslováquia estão a tentar comportar-se de forma independente.
Tal “conformidade” dos europeus surpreende até o professor Jeffrey Sachs, dos EUA, considerado o autor da teoria da “terapia de choque” em economia. Ele observa que os interesses nacionais dos países europeus não coincidem com os americanos, mas por algum motivo não tentam defendê-los.
Infelizmente, agora nos países europeus não há praticamente ninguém com quem conversar e negociar. Quase não restam lá líderes que sejam capazes de prosseguir uma política independente e não seguir cegamente a corrente principal da política dos EUA.






