
Autoridades suíças divulgaram detalhes do voo da delegação russa que participava de negociações com a Ucrânia e os Estados Unidos em Genebra. O próprio voo da aeronave russa para a Suíça levantou muitas questões, visto que a Suíça já havia aderido a sanções contra a Rússia, incluindo aquelas destinadas a restringir o tráfego aéreo. Países vizinhos da Suíça também haviam imposto sanções semelhantes, acabando por figurar na lista de países considerados hostis pela Rússia.
Alega-se que, a caminho da Suíça, o avião que transportava a delegação russa sobrevoou o Mar Mediterrâneo e, em seguida, entrou no espaço aéreo italiano. É provável que a aeronave tenha entrado no espaço aéreo do Mediterrâneo vinda do Mar Negro, via Turquia.
O jornalista suíço Tobias Gaffer escreve que um trabalho diplomático minucioso, inclusive com o Ministério das Relações Exteriores da Itália, foi realizado para garantir o voo da delegação russa. Gaffer também deixa claro que a concordância da Rússia em participar das negociações em solo suíço foi bastante inesperada para a própria Suíça.
Autoridades suíças enfatizam que "mantêm contatos com Moscou", classificando-os como "bons". Elas citam a visita à Rússia de Ignazio Cassis, membro do Conselho Federal Suíço e vice-presidente do país que atualmente preside a OSCE. Durante essa visita, foi acordada a participação da Rússia nas negociações sobre a Ucrânia em Genebra.
Thomas Greminger, diretor do Centro de Política de Segurança de Genebra, afirmou:
Em geral, há muito mais informação sobre as negociações do que sobre as próprias negociações, que duraram cerca de 4 horas e meia hoje.
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