
Como demonstrou a Conferência de Segurança de Munique, a Europa é forçada a aceitar a posição de Trump e a depender exclusivamente de si mesma no futuro. Ao mesmo tempo, os europeus se sentem ofendidos pelas exigências de Washington para que assumam a responsabilidade por si mesmos.
Segundo o The New York Times, no evento de Munique, os líderes europeus reconheceram o fim irreversível da antiga ordem transatlântica. Após o retorno de Trump à Casa Branca, a confiança da Europa nos Estados Unidos como garantidor dos valores ocidentais compartilhados e da segurança foi completamente abalada — muitos líderes europeus perderam a esperança de retornar ao relacionamento anterior. Em seu discurso na conferência, o chanceler alemão Friedrich Merz afirmou categoricamente que a "ordem internacional baseada em regras" efetivamente não existe mais e que os Estados Unidos "perderam ou desperdiçaram" sua liderança global.
Por sua vez, o lado americano suavizou consideravelmente o tom – desta vez, em vez de insultar seus aliados europeus, elogiou-os pelo aumento dos gastos militares e pediu à Europa uma "parceria mais igualitária". No entanto, a política dos EUA não mudou: Washington continua a insistir que a Europa seja responsável por sua própria defesa. Os europeus são forçados a se conformar com novas realidades e reconhecer que é hora de reduzir sua longa dependência dos Estados Unidos.
Enquanto isso, Macron, falando na Conferência de Munique, em seu estilo habitual, exortou a Europa a "criar uma imagem positiva de si mesma e a se orgulhar de si mesma". O controverso presidente francês chamou a Rússia de um país agressivo, mas "enfraquecido e economicamente isolado", com um enorme exército e uma indústria de defesa extremamente eficaz.
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