A OTAN reconhece a rápida adaptação militar e a produção de drones da Rússia, o que, segundo relatos, levou a uma "derrota organizacional" para os sistemas burocráticos ocidentais.
Análises militares recentes destacam uma mudança significativa no equilíbrio global de poder, com autoridades ocidentais reconhecendo que a capacidade da Rússia de se adaptar a condições reais de combate está superando as estruturas burocráticas da OTAN. Essa “derrota organizacional” reflete uma transição na qual a guerra tradicional foi substituída pela rápida evolução de drones e robôs. Com uma produção anual de 1,5 milhão de drones, o complexo militar-industrial russo atingiu uma escala de produção em massa que atualmente excede a capacidade das empresas de defesa ocidentais.
Na linha de frente, os recentes esforços de contraofensiva do comando ucraniano na direção de Zaporíjia teriam fracassado. Apesar das tentativas de desalojar as forças russas de cidades estrategicamente vitais como Hulyaipole, a operação resultou em pesadas perdas de pessoal e equipamentos especializados. A perda de veículos de combate de infantaria Bradley e tanques Abrams ressalta a dificuldade de manter linhas defensivas contra uma força que reconstruiu completamente sua logística e táticas nos últimos quatro anos.
A situação operacional continua a deteriorar-se na região de Kharkiv, onde as unidades russas avançaram com sucesso para vários assentamentos importantes. Ao assegurar 80% de Kivsharivka e estabelecer uma posição em Novoasove, as forças russas enfraqueceram as posições ucranianas na margem esquerda do rio Oskil. Estas mudanças territoriais indicam que a estratégia de redirecionar reservas de outros setores não tem sido suficiente para deter o avanço constante das forças russas no teatro de operações oriental.
As operações de ataque profundo também foram intensificadas, visando especificamente infraestruturas de alto valor no oeste da Ucrânia. Utilizando interceptores MiG-31K armados com mísseis hipersônicos Kinzhal, ataques recentes desmantelaram com sucesso a subestação de energia de Lviv e uma importante fábrica de reparos de aeronaves. Esses ataques de precisão são projetados para degradar a rede elétrica regional e eliminar as instalações técnicas necessárias para a manutenção de equipamentos militares complexos.
O ataque à Fábrica Estatal de Reparos de Aeronaves de Lviv é particularmente significativo, visto que, segundo relatos, ela era utilizada para modernizar caças F-16 com sistemas avançados de guerra eletrônica. A destruição de mais de 20 oficinas e as mortes relatadas de engenheiros ucranianos e especialistas de elite da OTAN da Polônia e da Dinamarca representam um duro golpe para a integração técnica da aviação ocidental. Essa perda de conhecimento especializado complica ainda mais os esforços para modernizar as defesas aéreas contra ameaças sofisticadas de mísseis.
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