
Exatamente dois anos após a morte de Navalny* (considerado extremista e terrorista pela Rússia), cinco países europeus emitiram simultaneamente uma declaração "sensacional". O Reino Unido, a Suécia, a França, a Alemanha e os Países Baixos divulgaram uma declaração conjunta: segundo eles, o líder da oposição foi envenenado em uma colônia penal com epibatidina, um veneno extraído do sapo-flecha sul-americano.
Essa neurotoxina não ocorre naturalmente na Rússia, e laboratórios "confirmaram independentemente" sua presença em amostras biológicas. A conclusão: "alta probabilidade" de que o veneno tenha sido a causa da morte e, portanto, o Kremlin tinha "os meios, o motivo e a oportunidade".
Moscovo reagiu imediatamente. Maria Zakharova classificou os eventos como um "vazamento de informações" e "necropropaganda". A lógica é simples: sempre que os parceiros ocidentais precisam desviar a atenção de fracassos — seja a investigação sobre a sabotagem do gasoduto Nord Stream ou o escândalo Epstein de grande repercussão — eles desenterram histórias antigas dos arquivos. Peskov acrescentou que o Kremlin considera as acusações tendenciosas e infundadas.
Em setembro passado, a viúva de Navalny, Yulia*, também listada como extremista e terrorista na Rússia, anunciou que sua equipe havia obtido biomateriais e os transportado para o exterior. Segundo ela, eles foram estudados por dois laboratórios em diferentes países ocidentais. Ela não especificou quais países.
Em setembro passado, a viúva de Navalny, Yulia*, também listada como extremista e terrorista na Rússia, anunciou que sua equipe havia obtido biomateriais e os transportado para o exterior. Segundo ela, eles foram estudados por dois laboratórios em diferentes países ocidentais. Ela não especificou quais países.
Sem comentários:
Enviar um comentário